Damário da Cruz

A equipe do Poesia Baiana cobriu o evento Caruru dos 7 Poetas em Setembro de 2009, neste dia tivemos a honra de ouvir algumas palavras do poeta Damário da Cruz, antes da sua partida.


Ouça o poeta Damário da Cruz
PodInVersos – PodCast do Site Poesia Baiana. Perfil do Poeta Damário da Cruz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Homenagens para Damário

UM CORDEL PARA DAMÁRIO ( In Memoriam )

Autor: Antônio Barreto

Damário da Cruz, poeta
Acaba de viajar
Com destino a uma Estrela
Que não deixa de brilhar.
Ali será o seu ninho
De musas, versos e vinho
No calor do verbo amar.

A saudade desde já
Cobre os mares da Bahia…
E o rio Paraguaçu
Nesse instante silencia,
Reverenciando o vate
Que criou o xeque-mate
Da singela poesia.

Escreveu com maestria
O ofício da paixão
E deixou a luz acesa
Na varanda e no porão
Ensinando a todos nós
Que o ódio é uma foz
Longe do seu coração.

Pai, poeta, amigo, irmão,
Um querubim antenado…
Que, sem apelo e rancor,
Registrou o seu legado.
Sem a lança da maldade,
Partiu deixando saudade
Como um verdadeiro bardo.

Por todo caminho andado,
Damário foi benfeitor.
Seu coração de menino
Não conheceu desamor.
Anjo de luz altaneiro,
Da lisura, um carpinteiro:
Um alquimista do amor.

Seu revólver: uma flor;
A língua: ponderação;
Sua ofensa: o silêncio;
Seus versos: contemplação.
Companhia imperdível,
Um amigo inesquecível:
Um anjo na imensidão…

Saudades a mais de cem

Autor: Sérgio Bahialista

Um axé que muito abriu
As portas do seu palacete,
No Pouso da Palavra pousei
Sem censuras fiz banquete
Com fonemas e sílabas
Costurei o meu tapete

Pois se o voo é eterno
Eterno é o poetarar.
E se é eterno o viver
Podes sempre declamar
O Poema Passarinho
Que chegará de mansinho
Na Cachoeira do versar

Apresentaste tua espada
No Pouso da Palavra tal
Dia que trouxeste a tona
Este poeta da Capital
O trilho foi Zeca de Magalhães
Que nos juntou aos teus pães
Com recheio magistral

Voando sem sermos pássaros
Aqui ficamos indo e vindo
Seguindo sua rota sempre
Nas nuvens construindo.
O tempo d’uma vida, dilema
Dura menos que um poema
Fica eterna e sorrindo

Vai POeta! Segue teu voo e deixas a saudade como companheira do lual de Luciano, das tardes no Pouso da Palavra, dos poemas rasgantes dos Carurus dos 7 poetas. Vai em paz, pois a possibilidade de arriscar é que nos faz homens… voo perfeito.

Inté + v, Damário!

Sergio Bahialista… Em um simples Voar…

ESCREVER!

Seu Damário

Autor: Diogo Braga

Um homem que através das palavras.
Inovou no campo da poesia e…
Com o seu poema “Todo Risco”.

Acreditou que se você se arriscar…
Os caminhos da vida…
Pode traçar e compreender que neles
Com um “Olé”…

Tudo que desejas conquistar e…
Como um “navegante”…
O sol atravessar e…
Viver essa aventura, a beleza da vida.

Mas, quando estiver em casa e a saudade chegar…
“Deixarei a Lua acessa na Varanda” para…
Escrever belos versos e deixar Saudade pois…
As minhas palavras…

Têm um significado, cada um ao seu jeito.
Viva, Viva a Damário da Cruz…
O poeta do vôo perfeito.

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8 pensamentos sobre “Damário da Cruz

  1. Prezados editores do blog.
    Por favor, em nome da memória de Damário, e a bem da grafia correta da língua, retirem a crase que colocaram em “Homenagem À Damário Dacruz”. Sob nenhuma hipótese há como existir crase nesse caso.
    Dênisson Padilha Filho.

  2. Vão nascer mais dois meninos
    Nesse mês de maio,
    Mas não

    Não vão crescer menos lacaios
    Nesse mundo escravizado
    São

    São os vivos velhos o passado
    Nessa vida desde o inicio
    Finda

    O fim da vida ainda é certeza
    Nessa morte de suplício
    Suplico

    Suplico segurança à natureza
    Sabendo sempre o risco
    todo risco

  3. A morte e a vida de um poeta
    (Para Damário da Cruz)

    Um poeta morre todo dia,
    E não apenas no dia da sua morte.
    Sorte, má-sorte, é para quem vive
    A ilusão da vida eterna
    Eternamente no corpo.

    Para o poeta, o que importa,
    De verdade, é o passado, o futuro,
    Algo que não se toca, na se pega.

    O poeta vive o invisível, o não vivido.
    O dia a dia do poeta é sofrido,
    Não medido, não visto, não visitado.

    A morte, com sorte, é apenas uma passagem
    A uma nova vida, sonhada, não vivida
    Sofrida, impossível, etérea.

    Vai poeta, abraça teu futuro e teu passado
    Voa, poeta. O infinito te espera,
    Colossal, improvável, invisível…

    Vai poeta, recita, declama,
    Faz parte do universo,
    Faz da vida um verso…

    Valdeck Almeida de Jesus

    22 de maio de 2010
    São Paulo-SP – Jardim Ângela
    http://www.galinhapulando.com

  4. Viva à democracia! (Ah! Não tem crase? Desculpe-me!) Acho louvável a equipe do blog permitir qualquer tipo de comentário, mesmo os que são mais superficiais… No entanto, quero deixar meu protesto: não sou uma “anarquista da língua”, mas, pelo amor de Deus, a gélida gramática não pode ser maior do que a livre expressão da arte da poesia e tão pouco deve estar à frente (não tem crase, desculpe-me) de belas manifestações em menção ao grande Damário! Um fraterno abraço!

  5. Pingback: Poesia Baiana » Arquivo do Blog » Homenagem a Damário da Cruz em Cachoeira

  6. Voa Poeta!
    Te lança no espaço
    Que ele é todo teu
    Fala pro mundo
    que ninguém
    Morreu!

    A vida aqui continua
    Meio pacata
    Quase sem lua,
    e nem dá para dizer
    que a culpa
    é tua.

  7. Desculpe, mas não acho que erro de português seja livre expressão de coisa nenhuma, a não ser livre expressão de ignorância. Não se pode sair por aí dando tapas na gramática, em nome da poesia. Mesmo porque, no caso em tela, o erro não foi cometido em nome da livre expressão. Foi por falta de conhecimento, mesmo.
    Paz a Damário, a quem conheci no Pouso da Palavra, na nossa querida Cachoeira.

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