Fundação Pedro Calmon investe na digitalização de acervos documentais da história da Bahia

Fonte: Fundação Pedro Calmon

Nesta quarta-feira (27), às 18h, no Palácio do Rio Branco, a Fundação Pedro Calmon (FPC)/ SecultBA lança o Catálogo de Fontes Manuscritos ‘Avulsos’ da Capitania da Bahia, em versões disponíveis em CD-ROM, impresso no Arquivo Público da Bahia ou no site da Fundação: www.fpc.ba.gov.br.

Este documento desenvolvido em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) trata a história da Capitania da Bahia do século XVII ao XIX e tornará pública parte importante da história do Estado.
O projeto coordenador pela Dra. Esther Caldas Bertoletti trouxe para o Estado documentos que antes só podiam ser consultados no Arquivo Histórico Ultramarinho, em Lisboa, Portugal. Eles tratam de cerca de 224 anos (1604-1828) do período colonial brasileiro, abordando, inclusive, a importância política administrativa da Bahia para o desenvolvimento do Brasil, renovando os olhares de pesquisadores sobre a história nacional. Além disto, os dois volumes contribuem para preservação da memória histórica nacional e na democratização do acesso ao patrimônio documental brasileiro.
Este lançamento é parte das ações da Fundação Pedro Calmon para preservação da memória arquivista da Bahia, assim como o projeto de digitalização e microfilmagem dos documentos públicos, realizado por meio do Arquivo Público do Estado da Bahia. Este projeto busca salvaguardar os documentos históricos, assim como construir bases para a melhoria nas estruturas de conservação e de pesquisas dos mesmos. Como um dos primeiros passos desta proposta, em dezembro do ano passado, a FPC adquiriu um sistema híbrido de microfilmagem e digitalização planetário Zeutschel OK 300/301 – instrumento alemão com os mais altos padrões de qualidade solicitados para o serviço, por cerca de R$500 mil reais.
Já em janeiro deste ano, técnicos habilitados no manuseio da nova máquina ministraram um curso de capacitação e profissionalização aos servidores do Arquivo Público. Em seguida, iniciaram um projeto piloto de digitalização dos documentos do próprio Arquivo Público. Além da máquina alemã, o Centro de digitalização possui outras máquinas, de menores portes. “A Fundação Pedro Calmon está levantando instituições que demonstrarem interesse em ter seus acervos digitalizados. Atualmente, o desenvolvimento do Centro encontra-se na fase de captação de recursos financeiros, assim como a implementação de suportes técnicos, humanos e materiais para as próximas etapas”, explica o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro de Araújo. Entre as parcerias que estão sendo articuladas encontra-se a Universidade de São Paulo/USP, através do Projeto Brasilianas, e o Instituto de Ciências da Informação da Universidade Federal da Bahia/UFBA.
Jornal A Tarde – Outra parceria exitosa na preservação de acervos documentais da história da Bahia foi firmado com o jornal A Tarde. Trata-se da digitalização das edições microfilmadas do jornal A TARDE, desde 1912. Dois terminais instalados na Biblioteca Pública do Estado (Barris) e no Arquivo Público da Bahia (Baixa de Quintas) permitem aos pesquisadores acessarem e imprimirem o conteúdo digitalizado. O projeto intitulado História da Bahia – Da memória impressa ao conteúdo digital amplia as fontes de pesquisa da população, ao permitir a consulta a exemplares de quase um século com eficientes mecanismos de busca e contribui para o resgate da memória social e cultural da Bahia. A iniciativa foi aprovada na Lei Rouanet e contou com o apoio do Fundo de Cultura do Governo do Estado da Bahia.

A COLEÇÃO – O lançamento do Catálogo de Fontes Manuscritos ‘Avulsos’ da Capitania da Bahia se tornou viável a partir do Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, coordenado pelo Ministério da Cultura, desde 1998. Este projeto é um a iniciativa Brasil – Portugal e foi conduzida a partir das comemorações de 500 anos do Brasil, envolvendo os dois países na execução e na formação da equipe técnica. Juntamente com a Bahia, outros 17 Estados tiveram cerca de 300 mil documentos identificados e digitalizados, todos referentes ao período colonial.
O acervo microfilmado e digitalizado é constituído de 19610 verbetes e assegura o resgate do patrimônio arquivistico comum Brasil-Portugal, sendo composta por mais 250 rolos de microfilmes. Para pesquisadores da história baiana, este documento tem um papel essencial, pois resgata, em grande parte, a época, na qual, Salvador era capital do país.
A diretora Teresa Matos ainda informa que os benefícios do Projeto Resgate motivaram o Arquivo Público da Bahia a adquirir da máquina digitalizadora/microfilmadora alemã para dar início à conversão dos documentos originais para o formato digital. “Essa conquista integra o projeto de modernização do acesso e da difusão de acervos do Arquivo Público da Bahia, e visa garantir preservação e a segurança do patrimônio arquivístico da Bahia e do Brasil”, ressalta.

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